São coisas de se aproveitar. Sabem bem. E tiveram tempo para ganhar gosto. Todo o gosto que devem ter. Mesmo consumidas um ou dois dias depois. Esta foi feita com alho francês, ervilhas e bacon. Meia dúzia de ovos caseiros e um pequeno pacote de natas frescas. A massa folhada é de compra e tenho-a sempre no congelador. Enquanto espera pela oportunidade de me fazer sorrir.
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Gostava de poder escrever mais aqui do que aquilo que consigo. E este post é daqueles que calha no meio de uma semana com demasiadas coisas para fazer. O silêncio chega por força de outras coisas boas. Mas ainda assim é silêncio, e este não é de ouro.
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Está nos nossos genes. Há centenas de anos que o fazemos. Desde os Descobrimentos e arrisco-me a dizer que desde sempre. Somos exploradores do prato. Viajamos para comer e sabemos sempre o melhor sítio para comer isto ou para aquilo. Todos têm a sua preferência e acima de tudo referências de restaurantes para partilhar com os amigos ou a família. Viajamos e comemos. Como bons foodies que somos.
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Não é uma tirada política. Nada disso. É apenas uma manifestação que quero fazer ao reaproveitamento de um prato. Porque comer algo que sobrou de outra refeição não tem de ser monótono. Nesta altura temos de deixar fluir o espírito criativo e dar a volta à questão. E literalmente matar um coelho com duas cajadadas só. Ler mais »

Não sou o primeiro a insurgir-me contra isto. Nem serei o último. Mas é que realmente não faz sentido nenhum. Já perceberam que falo da maldita faca de peixe. Uma lembrança do passado, que não faz sentido nos dias de hoje. Mas que resiste impunemente aos tempos modernos. Nem quero ir pelo lado da tradição, porque nem por aí tem valor. E eu. Que sou esquerdino à mesa, padeço de um cansaço geral cada vez que vou a um restaurante e me apresentam este talher.
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