A “sandes” não tem singular, só plural!
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A “sandes” não tem singular, só plural!

Sandocha

Tal como os “lápis” e os “ténis”. A “sandes” não tem singular. Não se calça um “téni” nem se usa um “lapí”. E provocações à parte temos aqui um bom exemplo para um snack ao lanche ou até um almoço mais light. Esta é uma das melhores maneiras de matar a fome. A ideia é fugir ao tradicional e muito popular papo-seco com queijo ou fiambre. “Quer com ou sem manteiga?”

Não vou estar com histórias sobre a origem. Já toda a gente sabe. Que alguém com fome decidiu colocar algo entre duas fatias de pão. E com isso mudou o mundo. Ideias simples e concretas. Sejam bendito quem o fez. Porque ao não querer empanturrar-se com um leitão inteiro, decidiu comer apenas um pedaço com pão! Essa ousadia criou um ícone. E pelo mundo inteiro temos várias manifestações da mesma. Umas melhores que as outras. Como em tudo na vida.

O que mais se poderá melhorar numa sandes, para ela manter ainda a sua identidade? Isto é, não colocar demasiadas coisas para não a transformarmos num monstro. Melhorar pela simplicidade por vezes também é importante. Eu uso a regra dos 3. São apenas 3 ingredientes (ou menos) que vão dar o sabor a esta forma de comer. Tentando ao máximo que sejam da melhor qualidade ou que façam tanto sentido juntos que não há maneira de lhes fugir.

Para este belo exemplo usei:

  • Pão (tipo Brioche),
  • Rúcula,
  • Queijo Flamengo,
  • Fiambre de Peito de Perú fumado.

Hein? Simples. Pois. E passo a explicar qual era a minha ideia. O Pão tipo Brioche é um pouco adocicado. E para mim funciona bem com o sabor áspero da rúcula e o fumado do fiambre de perú. O queijo vai dar aquela ponta de untousidade para que os sabores se conjuguem maravilhosamente bem. Não conto os oregãos nem as sementes de sésamo como ingrediente. São temperos e servem apenas para realçar um sabor ou outro. Simples. Nem poderia inventar muito.

Mas o que mais tenho curiosidade é saber qual a sandes que mais gostam? E como a fazem. E em que altura do dia a gostam mais de comer. Eu posso já dizer que tenho várias preferidas. Tudo depende da altura do ano e do dia. Na praia gosto de comer sandes com pesto e mozzarella. Quando estou no campo ou na aldeia, uma sandes de presunto e uma cerveja é assim como estar no céu com os pés na terra. Qual é a vossa preferida? E sim. Usei o termo sandes. Sem pudor. Sanduíche é demasiado coloquial e já se pode usar no singular e plural. Sandes é mais cool, mais terra-a-terra.

 

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    • Confesso que é sandes que me apaixona essa também. E atrevo-me a dizer que com um pouco de rúcula e ovo cozido fica assim muito perto da perfeição. Dá para um brunch tardio. Em dias de “dolce far niente”. Em dias de sol na rua. A “sandocha” dava para um manifesto culinário inteiro. Temos de pensar isso nos nossos blogs. Ehehehe.

  1. Caro Rodrigo,

    Sugiro que antes de escrever algo com tanta certeza, se informe sobre o que está a escrever. E, para isso, bastava consultar um dicionário para saber que a forma “sandes” é tão correta como a forma “sande” e ambas degeneraram (por apócope) da palavra “sanduiche”, que por sua ver é uma palavra importada da palavra inglesa “sandwich”. Suponho que o Rodrigo seja da região de Lisboa, onde maioritariamente se usa a forma “sandes” e, por isso, lhe soa melhor. Mas olhe que para uma pessoa da região do Porto a forma “sande” soa certamente muito melhor. E ambas são corretas. Não podemos é dizer que a forma que se utiliza na nossa região é a mais correta porque é essa que ouvimos mais frequentemente.

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